Neste artigo

  1. O que é o breque dos apps
  2. As principais reivindicações
  3. O PL dos Apps explicado
  4. Os números da categoria
  5. Impacto para empresas
  6. Como reduzir sua dependência de instabilidade

De tempos em tempos, grandes cidades brasileiras param: milhares de entregadores cruzam os braços no chamado "breque dos apps". Para o consumidor, é um delivery que não chega. Para a empresa, pode ser um dia inteiro de faturamento perdido. Mas o que está realmente por trás dessas paralisações?

Neste artigo, o Clube Motoboy explica o cenário de forma equilibrada — porque entender o que move a categoria ajuda qualquer negócio a se planejar melhor.

O que é o breque dos apps

O "breque dos apps" é o nome dado às paralisações organizadas por entregadores de aplicativo — gente que trabalha para iFood, Rappi, 99 e outras plataformas. O primeiro grande movimento aconteceu em 2020, e desde então se repete sempre que a insatisfação da categoria atinge um ponto crítico.

Em 2025, houve uma das maiores mobilizações da história, com atos em pelo menos 18 capitais, incluindo Belo Horizonte. Em 2026, novos protestos eclodiram, agora também ligados a debates sobre a regulamentação federal.

As principais reivindicações

As pautas variam, mas há um núcleo comum que se repete:

  • Taxa mínima por entrega: os entregadores pedem reajuste do valor pago por corrida. As reivindicações chegaram a pedir piso de R$ 8 a R$ 10, contra valores de cerca de R$ 6,50 praticados;
  • Reajuste do valor por quilômetro rodado;
  • Limite de distância para entregas de bicicleta (geralmente até 3 km);
  • Transparência nos critérios de bloqueio e banimento de contas;
  • Acesso real ao seguro e suporte em caso de acidentes.
O argumento central da categoria: o custo de vida e de manutenção da moto subiu, mas o valor das entregas ficou parado.

O PL dos Apps explicado

O Projeto de Lei Complementar 152/2025 (originalmente PLP 12/24) é a tentativa do governo de regulamentar o trabalho por aplicativo. O texto propõe criar a figura do trabalhador autônomo por plataforma, com:

  • Piso por corrida;
  • Jornada máxima de 12 horas;
  • Seguro obrigatório;
  • Contribuição previdenciária (7,5% do trabalhador e 20% das empresas sobre a base).

Curiosamente, o PL divide a própria categoria. Parte dos entregadores teme que a nova carga tributária reduza o ganho líquido, caso as plataformas não aumentem as taxas na mesma proporção. Por isso, vários protestos de 2026 foram tanto a favor de direitos quanto contra pontos específicos do texto.

Os números da categoria

~950 mil
motoboys e entregadores no Brasil (DIEESE)
R$ 1.784
renda média mensal por app (IBGE)
41 dias
média de afastamento por acidente em 2023

Segundo dados do IBGE, entregadores por aplicativo tendem a trabalhar mais horas e ganhar menos que os motoboys fora das plataformas — cerca de R$ 8,70 por hora no app contra R$ 11,90 fora dele. É esse desequilíbrio que alimenta as mobilizações.

Impacto para empresas

Para quem depende de delivery, uma paralisação significa: pedidos parados, atrasos de horas e, em casos extremos, queda de até 100% nas vendas por delivery em alguns estabelecimentos durante o breque.

O problema é estrutural: depender exclusivamente de plataformas de aplicativo deixa o seu negócio refém de uma instabilidade que você não controla.

Como reduzir sua dependência de instabilidade

A lição estratégica aqui é a diversificação logística. Empresas que dependem 100% de um único canal de entrega ficam vulneráveis. Ter uma frota própria ou um parceiro intermediador confiável — como o Clube Motoboy — funciona como um seguro operacional.

Com uma rede própria de entregadores validados e uma relação direta (sem o intermédio de uma plataforma instável), a sua operação ganha previsibilidade. Mesmo quando os apps param, suas entregas continuam.

Em mais de 12 anos atuando em Belo Horizonte, o Clube Motoboy construiu exatamente essa estrutura: uma malha logística estável, com profissionais comprometidos e gestão centralizada — para que o seu negócio nunca pare.

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CM
Equipe Clube Motoboy

Há 12 anos otimizando a logística de delivery em Belo Horizonte e região metropolitana. Mais de 1,38 milhão de entregas realizadas.

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